Top 10 sites Torrent de 2017

Top 10 sites Torrent de 2017

por Guaniyn O melhor site de torrent é sempre aquele que possui o que você está procurando e que tenha o maior número de sementes. Esta lista apresenta uma mistura dos mais acessados com aqueles que já estão estabelecidos na cena torrent. Importante: use sempre uma VPN e um software confiável para baixar seus conteúdos. 1. The Pirate Bay O site torrent mais resiliente das internets retornou ao seu posto de número 1 e lá permanece. E agora volta a operar com seu domínio original .org 2. RARBG Começou como um tracker búlgaro e desde 2008 passou a ter um site próprio. Apareceu no top 10 apenas em 2015 3. YTS.ag YTS.ag não tem afiliação ao grupo original YTS e nem ao YIFY. Nem todos sites de torrent curtem esse “roubo” de marca, mas o YTS.ag tem se tornado cada vez mais popular 4. Torrentz2 Com o fechamento do site TorrentZ ano passado, eis que surge seu sucessor. O motor de buscas é open source, e apesar de não ter relação direta com o antigo TorrentZ, ele se apresenta como uma nova e melhorada versão, buscando em mais de 60 sites de torrents. 5. 1337x Após muitas discussões sobre questões de segurança, o 1337x volta com novo design e melhorias funcionais. 6. TorrentProject Este site utiliza DHT para buscar conteúdo e tem mais de 10 milhões de torrents ativos. 7. EZTV.ag O antigo distribuidor torrent EZTV fechou em 2015 com disputa pela marca. Este é um novo grupo no domínio EZTC.ag e lança seus próprios torrents. 8. IsoHunt Depois de ter passado por muitos problemas legais, o IsoHunt e se estabeleceu finalmente no domínio .to 9. Demonoid Um verdadeiro clássico desde 2003. 10. The Anony Bay O última da lista não é um dos mais famosos e nem é dos mais acessados. Mas é brasileiro, e brasileiro não desiste nunca!

Semear é preciso

Semear é preciso

Semear é preciso, viver não é preciso. Foi com este jargão que o pirata Daniel Valentim, do coletivo cearense, defendeu sua tese de doutorado que versa sobre compartilhamento de arquivos na era da internet, analisando aspectos da socialidade em uma comunidade online especializada na arte do cultivo, semeio, preservação e disseminação de arquivos digitais (compreendidos enquanto “sementes digitais”). Valentim baseia-se no fato de que as sementes digitais são basicamente qualquer arquivo de computador digitalizado (por exemplo, um filme, uma música, um livro, um software etc.) que necessita ser semeado virtualmente até que floresça e possa ser compartilhado através da internet via redes P2P (peer -to- peer). Nesse sentido, esta tese é uma narrativa sobre uma experiência relacional vivenciada pelo autor em uma comunidade de “cyberagricultores” denominada Oásis. Você pode ler a tese disponibilizada pela Universidade Federal do Ceará, clicando neste link.

Chelsea Manning cumpriu quase sete anos de pena em uma prisão militar e foi liberada hoje

Chelsea Manning cumpriu quase sete anos de pena em uma prisão militar e foi liberada hoje

por: Mila Holz, André Sobral, Guilherme Garcia Chelsea integrava o Serviço de Inteligência do exército americano desde 2007. No ano de 2010, a jovem forneceu mais de 700 mil arquivos secretos, entre eles 250 mil telegramas diplomáticos, para o Wikileaks. Ela tinha acesso aos dados, pois trabalhava como analista de inteligência em Bagdá, Iraque. Os vazamentos provocaram uma tempestade na diplomacia mundial, assim como a ira das autoridades dos EUA. Ela foi presa em maio de 2010 por ter relação com a divulgação de um vídeo que registrou um ataque feito pelos Estados Unidos em Bagdá, em 2007, que causou a morte de jornalistas da Reuters (Saeed Chmagh e Namir Noor-Eldeen), além de ferir outros civis, incluindo duas crianças. Em julho do mesmo ano, Chelsea foi encarcerada em uma solitária da prisão militar em Quantico (no estado de Virgínia). As condições de detenção de Manning em Quantico eram desumanas e ilegais – apesar de ter sido acusada, não lhe foi permitido falar com um juiz. Permaneceu presa, contra qualquer possibilidade de impetração do seu direito de habeas corpus. Em 2011, Chelsea foi transferida de Quantico para a prisão de Fort Leavenworth, no Kansas, onde ficou até seu julgamento. No ano seguinte, a ONU afirmou que Manning estava sendo submetida a um “tratamento cruel e degradante”. Posteriormente, foi confirmado que a jovem tentara suicidio por duas vezes. O julgamento de Manning só começou efetivamente em 2013, ainda que estivesse detida desde 2010. Antes de sua condenação (de 35 anos), parecia inteiramente provável que ela passaria o resto da vida atrás das grades. Ela foi acusada de “ajudar o inimigo” – algo que lhe resultaria em prisão perpétua – mas não foi condenada por esse crime. Manning foi punida principalmente por violar a Lei de Espionagem e por roubar propriedade do governo dos EUA, além de também ter sido dispensada com desonra do serviço militar, perdendo todo o salário e subsídios. A juíza reduziu sua pena em 112 dias porque ela sofreu maus tratos na prisão de Quantico. A pena também foi reduzida porque Manning já estava presa há alguns anos. No total, foram 1.294 dias de crédito. Entretanto, a Casa Branca anunciou em 17 de janeiro de 2017 que sua pena foi comutada pelo presidente Barack Obama. Chelsea foi solta hoje. Dos militares até os hackers guerrilheiros – uma perspectiva social sobre o Hacking Os computadores surgiram para atender as necessidades militares e administrativas dos Estados. Inicialmente, eles eram máquinas de calcular gigantescas, do tamanho de salas, que possibilitavam a contagem nos censos e a precisão das bombas atiradas pela artilharia nas guerras. Em 1943, o presidente da IBM chegou a prever que haveria mercado para apenas cinco computadores em todo o planeta, e até os anos setenta a imagem de computadores era a de rivais da inteligência humana na ficção científica, ideia que só reforçava a imagem desses aparelhos como ferramentas de dominação e controle. Por muito tempo, empresas gigantescas e elitistas como a IBM ignoraram os computadores pessoais como … Continue reading

Novos Impostos Sobre Serviços (ISS) para a Internet

Os desafios, motivações e implicações envolvendo a cobrança. Por Mila Holz e M. Toledo No dia 14 deste mês de dezembro, o Senado aprovou o projeto de lei número 386 de 2012, que prevê a criação de novos tributos sobre diversos serviços, entre eles a disponibilização de áudio, som e imagens, o transporte de mercadorias, a confecção de propagandas, os serviços de segurança, a pintura de tatuagens e até mesmo o uso de espaço para sepultamento. Em meio ao período de crise fiscal, onde o Estado gasta mais dinheiro que arrecada, é mais fácil a criação de novos impostos sobre áreas menos oneradas do que a elevação de taxas em áreas mais visíveis da economia, portanto era de se esperar novas manobras para garantir a entrada de mais recursos. No entanto, alguns impostos são mais facilmente tributáveis que outros, por exemplo, é mais administrável acompanhar bens físicos e pessoas do que informações. O ISS é um imposto que incide sobre o consumo, de competência dos municípios e se trata de uma cobrança de arrecadação, não estando atrelado a qualquer contrapartida do governo, sua existência é uma forma de complementar os cofres públicos. Segundo Nazil Bento Neto (2016) a motivação para criação de novos impostos deste tipo é muitas vezes fruto de uma “guerra fiscal”, onde a fundação de novos municípios em territórios sem atividade econômica relevante gera a necessidade de novas formas de arrecadação. A Internet tem reforçado essa crise, onde parte dos negócios que produziam uma renda para o município estão sendo substituídos por serviços online, que contam com pouca ou nenhuma estrutura física própria na região de seu consumo. Se anteriormente locadoras de vídeos e televisões a cabo eram atrativas e precisavam de uma grande estrutura para manter-se, hoje os serviços de streaming produzem o mesmo efeito para seus consumidores enquanto necessitam de estruturas próprias infinitamente menores. A medida que mergulhamos nos desafios práticos da tributação, se torna claro que a legislação brasileira foi feita para uma realidade sem internet e ainda não possui uma reflexão substantiva sobre seus desafios, sendo influenciada por lobbies privados das grandes redes de comunicação estabelecidas no país. Claudio Nazareno (2012), aponta que os provedores brasileiros de internet oferecem pacotes de banda larga e entregam apenas 10% do acordado. O Youtube e a Netflix, concorrentes diretas das empresas que vendem serviços de televisão a cabo e acesso à internet no país, precisam de no mínimo cerca de 0,6 Mbps para transmitir um filme em qualidade HD, demanda alta para o padrão baixo do serviço de conexão com a internet oferecido no país. Portanto, o crescimento de serviços de streaming obriga os provedores a fazer investimentos para assegurar uma conexão de qualidade para o usuário, ou seja, para os provedores e para o governo os serviços de streaming são apenas uma perda de arrecadação. Uma vez esclarecido os interesses das autoridades e dos atuais detentores do ramo de acesso à internet no país, exploremos então a problemática que é gerada pela tentativa de taxar … Continue reading

What.cd: maior tracker musical fecha, após ação policial na França

What.cd: maior tracker musical fecha, após ação policial na França

Mais 2 trackers, e 1 seedbox também ficaram indisponíveis, foram tiradas do ar, ou encerraram-se deliberadamente, mais ou menos ao mesmo tempo. Continue reading

Rússia: bloqueados sites piratas com propagandas de jogos de azar

Jogos de azar são totalmente proibidos na Rússia desde 2006, mas companhias destes jogos continuam propagandeando em sites piratas do país. Continue reading

Parar a pirataria? Alternativas legais são mais efetivas que ameaças legais…

por Anders Bateva Conforme reportado pelo Torrent Freak, um estudo publicado por pesquisadores do Reino Unido mostra que risco percebido não tem efeito nos hábitos de compartilhamento de arquivos. Ao invés disto, as indústrias de entretenimento deveriam focar-se em melhorar as opções legais, de forma que possam assim competir com o compartilhamento de arquivos. No dia 20, a RIAA anunciou o maior crescimento de vendas de música gravada desde o fim da década de 1990: 8,1% de aumento comparado ao ano anterior. As músicas pirateadas continuam amplamente disponíveis, então porquê esses números-recordes? Os piratas todos de repente mudaram de ideia? O estudo publicado no periódico Risk Analysis (“Análise de Risco”) parcialmente responde a essa pergunta. Os pesquisadores da Universidade da Anglia do Leste, Universidade de Lancaster, e Universidade de Newcastle descobriram que o risco percebido tem muito pouco efeito nos hábitos de pirataria das pessoas. Isto significa que punições mais severas ou leis de copyright mais estritas não são a resposta. Ao invés disto, o compartilhamento não-autorizado é mais previsível pelos supostos efeitos da pirataria. Assim, os pesquisadores dizem que alternativas legais melhores são a melhor forma de parar a pirataria. Os resultados são baseados em um estudo psicológico entre centenas de consumidores de músicas e ebooks. Eles foram sujeitos a um conjunto de questões sobre seus hábitos de compartilhamento de arquivos, risco percebido, confiança na indústria, e anonimato online. Analisando estes dados, os pesquisadores descobriram que o benefício percebido da pirataria, como qualidade, flexibilidade de uso, e custo, são o real motivador da pirataria. Um aumento no risco legal não estava diretamente associado com nenhuma diminuição estatisticamente significativa em compartilhamento de arquivos auto-reportado. Dado que nós observamos um preditor de comportamento muito mais poderoso no benefício percebido, alterações nos esquemas legais podem não ser a rota mais efetiva de mudar o comportamento. […] Especificamente, uma estratégia para combater compartilhamento ilegal de arquivos seria prover acesso fácil a informações sobre os benefícios de compras e serviços legais, em um ambiente no qual os benefícios específicos oferecidos pelo compartilhamento ilegal de arquivos sejam atendidos por estas alternativas legais. Alternativamente, há uma rota mais indireta para influenciar a pirataria, que é incrementar a “confiança” que as pessoas têm nos reguladores. Isto poderia aumentar a percepção de risco, e também abaixar os benefícios percebidos da pirataria. Entretanto, os pesquisadores destacam que esta não é a opção mais eficiente. No artigo deles, os pesquisadores mencionam serviços de assinatura como o Spotify como alternativas mais atraentes. – Isto leva-nos de volta à receita recorde que a RIAA reportou no dia 20, que pode ser atribuída ao crescimento de serviços legais. A RIAA destaca que, com a introdução do Tidal e Apple Music, receitas de serviços de assinatura dobraram, em comparação ao último ano. Então, são as opções legais as responsáveis pelo recente crescimento de receita, não aplicação de leis anti-pirataria. Claro, a ideia de que serviços de assinatura podem competir com pirataria não é nova. Quando o Spotify lançou sua primeira versão beta em 2008, … Continue reading

ThePirateBay retorna ao posto #1 de sites de Torrents

Este ano o The Pirate Bay (TPB) completou 13 anos de operações, e o aniversário marcou o retorno do mais conhecido site de compartilhamento de torrents do mundo ao posto de mais acessado dentro da categoria. O retorno, porém, veio às custas da queda de dois sites importantes nesse mercado, já que até pouco tempo o campeão era o KickassTorrents, que foi desativado há alguns dias. Na sequência também deixou de funcionar o Torrentz.eu, uma espécie de Google dos torrents, e o TPB continua firme na ativa. O TorrentFreak conversou com representantes do site e eles se mostraram incomodados com a forma como retomaram a liderança, apesar de reconhecerem os méritos da resiliência do TPB. Um levantamento realizado pelo mesmo TorrentFreak revela que o TPB é o único site de compartilhamento de arquivos a constar entre os cinco mais visitados desde 2007 — e ele liderou entre 2009 e 2015, quando a ponta foi assumida pelo KickassTorrents. Em 31 de março de 2006, a polícia sueca invadiu um centro de dados em Estocolmo, confiscando 50 servidores, a fim de encerrar uma das maiores dores de cabeça de Hollywood. “O Pirate Bay foi uma enorme fonte de filmes pirateados para pessoas ao redor do mundo, e hoje eles já não são”, disse um porta-voz da MPAA a repórteres na época. Correção, ainda é: dez anos depois, TPB ainda está ativo, oferecendo acesso a grandes filmes e novos episódios de programas de TV na rede, às vezes até mesmo antes de estarem disponíveis aos assinantes. A campanha dos estúdios de cinema contra o TPB não foi sem vitórias. Os fundadores do site e um de seus primeiros financiadores foram condenados em tribunal a um total de US $ 3,8 milhões em multas, e um ano de prisão cada. De várias maneiras, o ataque ao TPB também teve um efeito de publicidade adversa, divulgando o site para quem não o conhecia, e por sua vez promovendo outros sites que fazem o mesmo. A politização do tema trouxe o momento de fundar um novo partido e eis que surgiu o Partido Pirata.  

Como Hollywood capturou o pirata mais proeminente do Reino Unido

Após três anos de investigação pelo grupo antipirataria apoiado por Hollywood, a Federação Contra Roubo de Direitos Autorais (Federation Against Copyright Theft – FACT), cinco dos mais proeminentes piratas do Reino Unido foram presos e sentenciados em West Midlands. Graeme Reid (40), de Chesterfield, Scott Hemming (25) e Reece Baker (22), ambos de Birmingham, Sahil Rafiq, de Wolverhampton, e Ben Cooper (33), de Willenhall, receberam sentenças que totalizam 17 anos. Os homens estavam por trás de diversos grupos que vazam filmes, como RemixHD, 26K, UNiQUE, DTRG e HOPE/RESISTENCE. “Ao longo dos anos estes grupos lançaram ilegalmente online mais de 2500 filmes, incluindo Argo, Avengers e Skyfall”, diz a FACT em seu anúncio. “O alcance de sua criminalidade era vasta. Em apenas um website em que o grupo compartilhava seus filmes, houveram milhões de downloads”. Falando na corte de Wolverhampton Crown, o promotor da FACT, David Groome, disse que os homens foram longe para evitar serem detectados. Mas foi este realmente o caso e quão difícil foi rastreá-los? O Torrent Freak obteveu relatórios detalhando a investigação da FACT e revelando como foi surpreendentemente fácil desmascarar os homens. Na sequencia a duração das sentenças: Sahil Rafiq – Preso por 4 anos e 6 meses Em julho de 2012 um investigador da FACT começou a monitorar o grupo 26K, que Rafiq participava. Ele descobriu que vários dos torrents tiveram seu upload feito por um usuário conhecido como “memory100”. Descobriu-se que “memory100” possuía um perfil no site de torrent Torlock e foi determinado que o mesmo usuário também utilizava outros nomes, incluindo “sohail20”, “hail_alpha” e “froggie100”, criando então o mapa da mina de ouro. Em 2012, Sohail20 postou em um fórum de um fabricante de computadores (PC Specialist). No post ele reclamava sobre problemas que estava tendo com seu laptop. “Vocês podem me ajudar?” ele perguntou . “Atenciosamente, Sahil Rafiq.” Algumas buscas pelo nome Sohail20 revelaram uma conta no PhotoBucket e um logotipo com o nome Memory100 nomeado memory100.jpg (agora removido ). Suspeitando estar chegando perto, o investigador da FACT procurou no Facebook e encontrou o perfil de Rafiq. Ali encontrou seu local de trabalho, uma escola de ciência em Wolverhampton. A FACT então procurou informações com a agência de crédito Equifax, que revelou o endereço de Rafiq. Estes detalhes foram entregues para a polícia. Reece Baker – Preso por 4 anos e 2 meses Em 2012 o mesmo investigador da FACT começou a monitorar o grupo HOPE, do qual Baker era membro. No arquivo .NFO (informação) anexado a um release da HOPE indicava que o encoder chamava-se “Baker92” e ainda indicava um email no servidor Hushmail, pelo qual ele poderia ser contatado. Baker cometeu um erro fatal em outro arquivo .NFO, onde comentou “Meu primeiro encode, comente e diga-me o que você achou – Extra: Eu amo meu bebê Momzie Ria”. Após encontrar um post no site de torrent Myris.me que indicava que Baker92 também era membro de outro grupo de release, o DTRG, a FACT novamente entrou em contato com a Equifax. … Continue reading

Chelsea Manning pode enfrentar punições extras pela sua tentativa de suicídio

A delatora do exército estadunidense Chelsea Manning tentou se matar em 5 de Julho em sua cela na prisão militar Fort Leavenworth. Neste momento, oficiais militares estão considerando fazer acusações em conexão à tentativa de suicídio que poderiam fazer os termos de seu aprisionamento muito mais punitivo – incluindo confinamento solitário indefinido – enquanto possivelmente negando a ela qualquer chance de liberdade condicional. De acordo com um documento de acusação postado pela American Civil Liberties Union (ACLU, União das Liberdades Civis Americana, em tradução livre), Manning foi informada por oficiais militares na terça-feira que ela está sob investigação por “resistir a equipe de transferência de cela,” “propriedade proibida,” e “conduta ameaçadora.” Nas semanas seguintes à tentativa de suicídio dela, ela ficou ativa na rede social, agradecendo seus seguidores pelo apoio moral. O tratamento de Manning na prisão desde seu encarceramento em 2010 gerou ultrage repetidamente entre os defensores de liberdades civis. As táticas punitivas que foram empregadas contra ela incluem deixá-la nua em sua cela todas as noites, confinamento solitário extendido, e negação de necessitades médicas como óculos. Em 2011, o então porta-voz do Departamento de Estado P.J. Crowley descreveu publicamente o tratamento de Manning na prisão como “ridículo, contraprodutivo, e estúpido”. Após uma investigação de 14 meses sobre o tratamento de Manning pelo relator especial sobre tortura das Nações Unidas, a ONU acusou o governo dos EUA de manter Manning em condições constituíam “tratamento cruel, desumano e degradante,” particularmente no que diz respeito ao uso extensivo de confinamento solitário pré-julgamento. As medidas duras que os militares empregaram durante a detenção de manning levaram a suspeitas de que o governo está tentando fazer dela um exemplo sobre sua delação. A última ameaça de acusar Manning por ofensas relacionadas a sua própria tentativa de suicídio parece proceder no mesmo espírito abusivo. “O governo esteve ciente da angústia de Chelsea associada à negação de cuidados médicos relacionados à sua transição de gênero e, ainda assim, postergou e negou o tratamento reconhecido como necessário,” disse o procurador da ACLU Chase Strangio em uma declaração. “Agora, enquanto Chelsea está sofrendo a mais tétrica depressão desde seu emprisionamento, o governo está tomando ações para puni-la por esse sofrimento. Isso é exorbitante e nós esperamos que a investigação seja finalizada imediatamente e que a ela seja dada a assistência médica que precisa para se recuperar. Em uma declaração feita por Manning depois de sua confissão de culpa quanto a acusações de espionagem em 2013, ela pediu por perdão e disse que foi motivada por ultraje moral sobre detalhes do exército dos EUA matar e torturar civis no Iraq. “Em nosso fervor para matar o inimigo, nós internamente debatíamos a definição de tortura,” ela disse. “Se você negar meu pedido de perdão, eu cumprirei minha pena sabendo que às vezes você tem que pagar um preço grande para viver em uma sociedade livre.” Manning atualmente está cumprindo o sexto ano de uma pena de 35 anos.